No projecto Empire Of Modern Passivity, Father John Misty (o personagem de Josh Tillman) canta o desesperado mas promissor contexto do seu país de origem, os Estados Unidos da América. Numa posição irónica e distante, o tema “Pure Comedy” pode ser visto como uma canção de protesto, que assume uma estética melodramática e subversiva que é em si mesma um reflexo do espetáculo de que não se pode escapar.
Como toda a nação precisa de uma bandeira, Empire Of Modern Passivity torna-se num símbolo simples capaz de representar valores colectivos. Não é apenas símbolo da cultura, mas também símbolo do poder sistémico.
Compreendendo uma breve zine, este projecto reflecte igualmente sobre como as revistas pop carregam, no seu formato, a ideologia do espectáculo. Com a estética do catálogo esgotada, as revistas apresentam representações exageradas de temas quotidianos que seguimos cegamente. Como um acumular de referências, há algo a ser lido entre as linhas mais óbvias.
Em Empire Of Modern Passivity, um simples íman incorpora em si uma ideologia muito específica: é um souvenir, perfeitamente inútil. Com uma posição de destaque na casa pós-moderna, limita-se a uma representação simplista e falsa de um qualquer lugar. Talvez não devesse.