BLUE VELVET REDUX

Design de Comunicação V

BLUE VELVET REDUX desdobra-se em várias configurações (produção editorial, exposições, instalações) e, em alguns projectos, eventos complementares que envolveram a comunidade académica (como seminários ou ciclos de cinema).

Os projectos revelaram relevância e responsabilidade social perante as temáticas propostas – “Cultura da juventude”; “Forever Young” e “Causas de uma geração” – e quiseram questionar o que é e o que significa expor a actividade projectual em Design de Comunicação.

MANIFESTO-ME

Design de Comunicação V

MANIFESTO-ME apresenta uma reflexão sobre os valores que nos definem e distinguem num contexto sociocultural de crise e incerteza. Cada aluno devolveu o seu próprio manifesto, revelando as suas preocupações e interrogações sobre o panorama sociocultural contemporâneo.

Ao seu manifesto original, os alunos acrescentaram um trabalho gráfico, que interpreta algumas das ideias expostas.

A Manifesto for Those Who Cook With Microwaves

Anabela Ferreira

Against Consumerism

Daniela Oliveira

Apocalyptic

Margarida Silva Sousa

Como Contrariar
o Tempo Hipermoderno

Catarina Fazenda

Cosmos Manifesto

Gonçalo Silva

Don't Shoot the Messenger

Diogo Tomás

É Preciso

Catarina Monteiro

Ground Zero

Ricardo Gonçalves

III Sides to Every Story

Ana Simões

Manifesto
à Inclinação

Madalena Anjos

Manifesto
da Aparência

Maria Mayer

Manifesto for
a Critical Progressivism

Bruno Santos

Manifesto for Speculative Design

Paloma Moniz

Manifesto Furtivo

Susana Farinha

Manifesto Persona em Seis Partes

Matilde Albuquerque

Normas para um Design Consciente

Ana Adelino

Novo Conceito de Privacidade

Nicole Henriques

O Amor Costumava Ser a Melhor Coisa do Mundo

Beatriz Antunes

The 10 Commandments

Bruno Bento

NEON ROSE

Design de Comunicação IV

No projecto editorial NEON ROSE, os alunos foram desafiados a desenvolver o seu trabalho em torno de temas, acontecimentos, cenários políticos e socioculturais, associados ou influenciados pela contracultura dos anos 1960 e 1970 do século XX.

Ao procurar explorar o papel do designer como autor/editor, o projecto consistia numa publicação periódica multimédia, enquadrada por um módulo expositivo ou instalação, permitindo-se o desenvolvimento e a concretização de uma proposta formal mais rica de soluções, e conceptualmente mais substantiva.

ONE + ONE [MIXTAPE]

Design de Comunicação IV

O projecto ONE + ONE (Mixtape) pretende materializar num projecto gráfico algumas das mais significativas músicas pertencentes à história do rock/pop das últimas décadas, e que a partir dos anos 60 do século passado, fizeram parte da banda sonora de uma revolução contracultural e de uma juventude em marcha. Com este registo, desenvolveu-se um objecto gráfico/multimédia, que proporcionou uma leitura visualmente expressiva de uma música, traduzindo as histórias e as referências culturais que a ela poderiam ser associadas.

04:18 — Esther

Beatriz Antunes +
Inês Silva

Empire Of Modern Passivity

Paloma Moniz +
Ricardo Gonçalves

The Revolution Will Not Be Televised

Bruno Bento +
Eugenia Was

SPIRIT DESIRE

Design de Comunicação V

O projecto SPIRIT DESIRE promove uma reflexão sobre a ideia de juventude e as suas atitudes, disposições e manifestações, que se traduzem na afirmação de diferentes subculturas. Cada aluno devolveu o seu contributo, formalizado em dois objectos gráficos: uma publicação impressa ou digital, e uma t-shirt, referência simbólica das modernas manifestações associadas à juventude. Cada objecto gráfico expõe ligações entre matérias distintas, narrativa que é igualmente sustentada por uma linguagem gráfica compatível com a criação de um imaginário próprio.

Are you Happy ?

Catarina Monteiro

Beat Generation

Rita Tavares

Blue Roses

Gonçalo Silva

Clearing the Name of Skinheads

Mónica Marques

Devoted Congregation

Ricardo Gonçalves

Endless Night

Ana Raquel Caeiro

Female Liberation In Punk

Paloma Moniz

Fluxo — Cyberpunk

Matilde Albuquerque

Goth Subculture

Sofia Duarte

Grunge ™ The Paradox

Bruno Bento

Harajuku Kei

Susana Farinha

Hipsters Qua Mainstream

Maria Mayer

Living In Protest

Maria Bandeira

Metallers

Anabela Ferreira

Not For Old Fogies

Catarina Fazenda

People Of The Rainbow

Sofia Simões

Poetic Justice

Ana Adelino

Riot Grrrl

Inês Pinto

The Feral Youth

Tetyana Golodynska

The Journey

Nicole Henriques

While You Were Sleeping

Bruno Santos

Youth

Diogo Tomás

COM UM LIVRO FAÇO UM LIVRO

Design Editorial

COM UM LIVRO FAÇO UM LIVRO propõe o redesenho de uma obra literária à escolha do aluno. A ideia era aplicar o conceito de ‘novela híbrida’ ou de ‘escrita visual’ à nova edição, através da integração dos elementos gráficos que se julgassem necessários e pertinentes à tradução e expansão do sentido original do texto. Os recursos clássicos do livro deveriam conciliar-se para a concretização de um objecto diferenciador que se assumisse como extensão do seu próprio conteúdo.

Arroios

Rita Tavares

Metamorphosis

Nicole Henriques

Of Mice and Men

Paloma Moniz

Os Elefantes Têm Memória

Inês Silva

The Art of War

Ricardo Gonçalves

The Yellow Wallpaper

Bruno Bento

EDIÇÃO ESPECIAL

Design Editorial

EDIÇÃO ESPECIAL parte da questão da autoria no design. Em última análise, o conceito de self-publishing assenta na exploração (e conciliação) de dois princípios fundamentais: uma liberdade temática associada a uma expressão gráfica condizente. Este projecto obedecia à criação de um objecto editorial em que o aluno actuaria como autor/editor e produtor da sua própria publicação. O tema, os materiais, o formato final, bem como o modo de produção seriam definidos por cada aluno ou grupo de trabalho.

All Cities Are The Same

Nicole Henriques

Almanaque

Catarina Monteiro

Denial

Bruno Bento

Gender Bender

Carolina Ferreira

How Not to Apologize

Paloma Moniz +
Ricardo Gonçalves

Input

Bruno Santos

Women's Glossary

Anabela Ferreira

CRISE DE IDENTIDADE
O presente surge como confirmação: a identidade está em crise. O paradigma, tal como o conhecíamos, está em renovação. Vivemos num tempo em que se expandem as possibilidades de explorar, questionar e re-equacionar noções que eram antes tidas como estanques. A juventude assume cada vez mais a dificuldade de se identificar com o mundo que a viu nascer, mas que não parece querer mudar com ela. Ouvindo a voz de uma geração frenética, entre os contrastes que a definem, e perante um amplo espectro de escolhas no qual dificilmente consegue ou quer posicionar-se de forma definitiva.
ESPECTROS DA REVOLUÇÃO
Os anos 1960 pertenceram a uma juventude irrequieta. Foram anos de luta e de reivindicação. Foram anos de música, de contracultura, de vanguarda social e de revolução. O mundo reclamava um novo olhar dos jovens cuja emancipação teria repercussões não só no panorama social da época, como no das gerações que lhes viriam a suceder. Foram tempos em que a juventude não temia manifestar-se contra a tradição e o sistema.