BLUE VELVET REDUX desdobra-se em várias configurações (produção editorial, exposições, instalações) e, em alguns projectos, eventos complementares que envolveram a comunidade académica (como seminários ou ciclos de cinema).
Os projectos revelaram relevância e responsabilidade social perante as temáticas propostas – “Cultura da juventude”; “Forever Young” e “Causas de uma geração” – e quiseram questionar o que é e o que significa expor a actividade projectual em Design de Comunicação.
MANIFESTO-ME apresenta uma reflexão sobre os valores que nos definem e distinguem num contexto sociocultural de crise e incerteza. Cada aluno devolveu o seu próprio manifesto, revelando as suas preocupações e interrogações sobre o panorama sociocultural contemporâneo.
Ao seu manifesto original, os alunos acrescentaram um trabalho gráfico, que interpreta algumas das ideias expostas.
No projecto editorial NEON ROSE, os alunos foram desafiados a desenvolver o seu trabalho em torno de temas, acontecimentos, cenários políticos e socioculturais, associados ou influenciados pela contracultura dos anos 1960 e 1970 do século XX.
Ao procurar explorar o papel do designer como autor/editor, o projecto consistia numa publicação periódica multimédia, enquadrada por um módulo expositivo ou instalação, permitindo-se o desenvolvimento e a concretização de uma proposta formal mais rica de soluções, e conceptualmente mais substantiva.
O projecto ONE + ONE (Mixtape) pretende materializar num projecto gráfico algumas das mais significativas músicas pertencentes à história do rock/pop das últimas décadas, e que a partir dos anos 60 do século passado, fizeram parte da banda sonora de uma revolução contracultural e de uma juventude em marcha. Com este registo, desenvolveu-se um objecto gráfico/multimédia, que proporcionou uma leitura visualmente expressiva de uma música, traduzindo as histórias e as referências culturais que a ela poderiam ser associadas.
O projecto SPIRIT DESIRE promove uma reflexão sobre a ideia de juventude e as suas atitudes, disposições e manifestações, que se traduzem na afirmação de diferentes subculturas. Cada aluno devolveu o seu contributo, formalizado em dois objectos gráficos: uma publicação impressa ou digital, e uma t-shirt, referência simbólica das modernas manifestações associadas à juventude. Cada objecto gráfico expõe ligações entre matérias distintas, narrativa que é igualmente sustentada por uma linguagem gráfica compatível com a criação de um imaginário próprio.
COM UM LIVRO FAÇO UM LIVRO propõe o redesenho de uma obra literária à escolha do aluno. A ideia era aplicar o conceito de ‘novela híbrida’ ou de ‘escrita visual’ à nova edição, através da integração dos elementos gráficos que se julgassem necessários e pertinentes à tradução e expansão do sentido original do texto. Os recursos clássicos do livro deveriam conciliar-se para a concretização de um objecto diferenciador que se assumisse como extensão do seu próprio conteúdo.
EDIÇÃO ESPECIAL parte da questão da autoria no design. Em última análise, o conceito de self-publishing assenta na exploração (e conciliação) de dois princípios fundamentais: uma liberdade temática associada a uma expressão gráfica condizente. Este projecto obedecia à criação de um objecto editorial em que o aluno actuaria como autor/editor e produtor da sua própria publicação. O tema, os materiais, o formato final, bem como o modo de produção seriam definidos por cada aluno ou grupo de trabalho.